"Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também, viver um grande amor." Amadeus Mozart.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pra te presentear


Amor é flor que vem do peito
E do meu jeito eu confeito
Enfeito o seu no meu olhar

Amor, o tempo não demora
A noite vai embora
Seu dia vai chegar

Amor, meu coração já comemora
Sua vida nasce agora
Cresce e apaga a minha dor

Feito, por um segundo eu suspeito
Que eu acordei com o pé direito
Sua flecha me acertou

Meu amor, se eu tivesse o tempo inteiro
De janeiro a janeiro, era tempo de te amar

Meu amor, comemoro e agradeço,
desse dia eu nunca esqueço
Trago amor, calor e flor, pra te presentear


Parabéns, amor. S2 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pulp fiction



Eu estarei no projeto Pulp Fiction, no teatro Milton Baccarelli, no CAC às 18h30 dia 04/05

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vida

Olhei da janela a lua quebrada; saudade. Destampei teu perfume no fim, perfumei num suspiro, os meus pulmões - com teu cheiro. Olhei pro teu terço enrolado no canto da mesa, lembrei do teu pulso, meu passo marcado. Um, dois, três dias de felicidade.Quatro. Agora que você resolveu mudar, espero que todos os dias futuros. Que dure, que dure muito. Volta logo pro meu abraço, que já bateu no meu peito; saudade. Queria poder gerar um filho teu, quando eu tiver tempo de cantar para que ele durma, ou contar um pedaço de história por dia. Queria poder sentir o nosso amor crescendo e mexendo dentro de mim. Não agora, nem hoje, mas; um dia, juro; queria... Queria segurar na tua mão, bem forte, entrelaçando todos os dedos para o mundo saber como se ama. E ver. Queria entre nós "somente a verdade, nada mais que a verdade". Espero o amanhã ansiosa, quando não vejo os teus olhos nos meus. Que seja terno, e-t-e-r-n-o e "que seja doce" o novo fio de nossa vida.
      

domingo, 20 de março de 2011

Memória da pele

E naquela manhã, com os olhos molhados...

-Você morreu pra mim?

- Agora, nós jamais vamos morrer uma para a outra.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Desde quando os olhos abrem...

Foi mágico ver as roupas dela misturadas às minhas, os dias delas entrelaçados aos meus e os olhos dela sorrindo - por todas as manhãs - para mim. Agora eu sei como se (re)vive o coração, desde quando os olhos abrem...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Com a casa no lugar

Sabe aqueles ciclos que vem e vão? Bons, ruins, tristes, felizes, de encontros e desencontros com o nosso próprio eu? Agora estou em mim. “O que os olhos não veem o coração não sente”, os beijos falam e as palavras calam, a saudade é doce, mas ensandecida nas primeiras horas, depois o peito acalma. A hora já passou lenta, agora corre, as lágrimas já me banharam, agora respeitam, o amor já foi paixão de desesperar, agora; paixão-de-esperar-sempre ou seja: amor. A ausência já foi dura, de enlouquecer, agora as horas passam quase que desapercebidas; contabilizo apenas os dias, regressivamente, com calma, porque estou certa de que é meu o seu lugar. As horas, os dias, os meses passarão e a minha certeza vai permanecendo no meu sorriso largo e de porto seguro. Ocupo o meu tempo como julgo melhor, faço tudo o que queria, tenho tudo o que preciso - sou sã e de consciência clara como os teus braços, que me abraçam e aquecem a alma – venero cada abraço teu que me acaricia a alma. Hoje eu subi um degrau. Talvez dois, três, mais... Hoje meu peito pulsa ligeiro, de felicidade pelo meu próprio encontro e encontro com um amor saudável, que antes, eu nunca soube dar e hoje é seu, com toda paciência, calma, razão e coração em perfeita sintonia; seu, como água que jorra da fonte; limpa e cíclica. Um amor cíclico que se realimenta e me nutre de você.  

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pra ficar quieta no meu peito

Incompreendida por mim mesma, sinto falta do que já fui, do que ainda não fui e serei, sinto falta. Sinto. Uma ausência de mim, que por mais que eu procure motivos ou definições, o vago domina. Por mais que eu me procure. Só queria poder ficar quieta dentro de mim. Eu só precisava de você pra ficar quieta no meu peito. Rejeito multidões, rejeito desrespeito, rejeito distância, ausência, grosseria; rejeito. Minha cabeça ferve com um milhão de ideias simultâneas e eu não sei qual ou quais delas, me apropriar. De qual inteiro me preencho mais? Quantas vezes eu cedi ou terei que ceder às vontades, vontades, vontades, quantas? Eu já nem sei de tantas... Nem sei se programo a vida ou a deixo fluir conforme o seu curso, sem muitas expectativas consequentemente, sem grandes frustrações. Nem sei se quanto mais penso e questiono, me aproximo ou me afasto de mim.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Meu Deus...

Meu Deus... Ela está aqui; espelho do que veio ao mundo. Deitada. Em minha cama. Em minha alma. Levada num sono doce. Num sono leve. A minha canção que veio. Meu deus, ela me paralisa só pra ficar olhando, e quanto mais eu olho, mais eu guardo dentro. Mais eu quero dentro. Dentro do peito, do sonho, do pensamento, cada detalhe do rosto, das mãos, e a minha cabeça pergunta em segredo: "como pode ser tão linda? como pode ser tão minha?" Como eu quero ser só dela... É o tema-cor dos meus dias, raio de sol da minha janela.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Amar.ela



Meu primeiro samba, gravado no ensaio aberto - Espaço MUDA. Um presente dado num dia lindo, de Sol, Lua cheia e mar. Amar... Amar.ela.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Muda

Eu simplesmente não consigo, nem de longe, dizer tudo o que eu estou sentindo. Nos nossos primeiros tempos, você tinha essa capacidade de me deixar muda, lendo e relendo tudo, e tentando decifrar as minhas reações, pelas suas palavras. Nos nossos primeiros tempos. Depois, a sua verdade foi se perdendo e se perdendo de mim... Ler isso resgatou um pouco das minhas reações primeiras. Eu sinto muito por tudo, eu sinto muito por essa dor, que – acredite – está sendo absolutamente compartilhada. Me doeu e me deixou com a sensação de pequenez e incapacidade, não ter a mágica de te fazer sorrir, por agora. Te quero um bem absurdo. Nem de longe alguém imagina como eu fiquei, lendo isso tudo. Os nossos ponteiros continuam contrários... Acredito que você já deve saber a razão, mas, me promete que vai ficar bem, que vai se cuidar, que vai estudar direitinho? Me promete? Ai, eu tou partida, juro. Com um aperto bem grande, aqui dentro. Promete que vai ser feliz, que vai amar de novo, e de novo? Promete que vai ser bem, bem feliz? Me promete também, que vai dar o melhor de você, em qualquer momento? Você é uma pessoa linda, só precisa se perceber com cuidado. Tem um lugar que é seu, aqui dentro. Só seu.

Com enorme carinho...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Entenda

Quando eu disser que sim; é sim. Quando eu te der um não; é não. Toda essa verdade cabe sim, em mim, e agora minha estrada, também é a sua rua. Entenda.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Às vezes

Às vezes pensar me torra os miolos. Gostar, querer, acreditar; também. Às vezes desistir me consome. Insistir, superar, perdoar; também. Às vezes acreditar é impossível. Desacreditar,"desquerer", desgostar; também. Às vezes se quer apagar o rastro do dia. Da lembrança doída; também. Às vezes ainda dá tempo de zerar o ponteiro e religar a contagem, para o dia seguinte não se perder. Às vezes "quem conta um conto aumenta um ponto". Ou diminui. Às vezes, vale acreditar no entendimento, na verdade, no respeito, no cuidado; por mais uma vez. Por apenas, mais uma vez. Mas, só às vezes. Às vezes o tempo limpa, e o dia nasce azul, de novo.      

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Quase tudo dito

Eu respiro fundo, três vezes. Dez. Cem. Mil vezes. Ai, eu respiro fundo demais. E respiro, e respiro... Tento fazer uma conexão de tudo tão desconexo, que me ronda aqui, nas entranhas pulsantes. A estrada da vida é tão bifurcada. São tantos sentidos em mim. Os meus ouvidos me contam um segredo contado, que me acelera o rio vermelho de sangue. A minha boca cala uns gritos rasgantes. O cheiro que eu sinto me traz segurança, enquanto os olhos fechados me traem - às vezes muito me traem. Quanto do mundo, os meus olhos não querem ver? Quanto os meus ouvidos ensurdecem, para algumas verdades ruins? Eu sei o que quero. Sei exatamente o que quero, mas o mundo em volta é tão livre de mim. A fluência dos dias, das coisas, das pessoas, dos sentimentos – delas -, da verdade enraizada em cada palavra que o peito arranca de dentro. Todo o resto do que eu não digo, independe de mim. Eu não quero simplesmente ser levada pela vida, eu quero viver segura dos meus passos, mas será que tanto “querer” assim, é plausível de se fazer concreto? Eu só quero o que é meu; aquilo que me aguarda por merecimento. Aquilo que me guarda segura, como quando a minha mãe cantava Caetano, para mim. "Gosto muito de te ver leãozinho, caminhando sob o sol, gosto muito de você leãozinho". Eu só quero ser livre e confiar. Ser livre e deixar livre, respeitar e ser respeitada, amar e ser amada, ser e fazer feliz. Eis aqui, nas entrelinhas, a minha decisão, inconstante e mutável como os dias de arco-íris, de gotas e luzes. Eu não quero apenas ser mais uma. Eu quero ser. Assim como eu sou para mim, assim como quem gosto é para mim. Única. Unicamente lembrada, beijada, amada, vista. Eu só quero o espelho do que eu ofereço, nenhum segundo além. Já dizia Neruda, que o amor é como um espelho, e respirando este sentimento, como eu respiro, peço licença para refletir, e ser reflexo. Peço um reflexo iluminado, pela passagem, longa ou curta, do meu, no teu caminho.  

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Agora já foi...

Acabei de me dar conta, que nem tudo precisa ser dito, por mais que seja verdade. O nome disso? Tato. Ou, você pode colocar muita coisa a perder, numa fração de surto de sinceridade.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Talvez eu não te deixe ir



Não se perca no tempo, me fale de você
Hoje eu quero te ter comigo
Eu saí por aí, quase sem acreditar
Nas verdades que eu mesma digo
Eu olhei e só vi você
Insisti pro tempo parar
Tempo gira o ponteiro
Te quero olhando o mar
Um detalhe que um dia vão
Não previa e sem avisar
Eu te vi, sem sentir, buscando o meu olhar
E o amor pode acontecer
Se o meu vento o seu céu soprar
Os meus braços abertos, queriam te encontrar
Eu tentava me convencer
De que não ia acordar
Sonho certo, desperto
Sem medo de errar
Ah, que bom te achar
E dessa vez, assim num dia tão normal
Deixar pra traz o que se fez
Viver um sonho mais real
Ah, que a noite possa me levar
Ou te trazer até aqui
Agora eu quero te abraçar
Talvez eu não te deixe ir. 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Lágrimas de carnaval

Quanto disso tudo que eu acabo de ler, é verdade? Quanto de verdade cabe em você? Eu leio estes seus sentimentos e fico atordoada, porque ficou tão difícil de acreditar nas suas palavras, nas suas verdades distantes, na completa falta de sincronia entre as suas palavras e as suas ações. A culpa é sua, “quem semeia vento, diz a razão, colhe sempre tempestade”, lembra? Você lembra? Sabe, eu tenho me preocupado muito, com você. Muito mesmo. Com tudo o que eu sei que você tem feito, com a forma atrapalhada com que você tem cuidado de si, depois de nós. Ou melhor, com a forma atrapalhada que você não tem cuidado. Não tem cuidados... Ler tudo isso, me traz uma culpa que eu não deveria ter. Eu fiz o que estava ao alcance das mãos. Eu ia cuidar de você. Eu quis cuidar de você, você sabe disso. “O fato é que nem eu sei em que momento me perdi - nesse abismo de escolhas tão antagônicas” O que é verdade aqui? E aqui: “Dói ver que isso sempre esteve aqui”? Você é, de fato, antagônica: nos fez e desfez, me achou e me perdeu, mas qual é a verdade contida no resto das suas linhas escritas? Meu peito grita, numa mistura louca de “sentires” quando te leio dessa maneira. Eu já te disse que o amor é uma construção, você quebrou o meu edifício na base. Conheceu muitos dos meu pensamentos, sabe quem eu sou, como eu vivo, a forma exata das minhas ideias, acerca da vida, porque tínhamos tempo para as descobertas mutuas. Pare um pouco para pensar. Pare com isso tudo. Isso que você tem feito, é uma grande falta de respeito – com você. Como eu posso esperar que você me respeite, se você não se respeita, primeiro? Lembra quando eu disse que sabia das coisas? Eu continuo sabendo, apesar de não buscar, apesar de fechar os ouvidos, na hora dos detalhes e tudo continua me descendo rasgando. A pessoa que você se transformou me deixa incrédula e me desce rasgando. Não adianta, não dá pra consertar um erro, cometendo outros tantos. Você está errando com você.  A sua cabeça não apreendeu isso ainda, e eu acabou inserida – sem querer – em toda essa sua confusão. “Viva isso”, é o que eu continuo dizendo ser a solução, para você, mas eu começo a achar, que não é simplesmente um momento seu. Começa a me parecer que você acostumou com as fugacidades. Na verdade, me parece que você as usa, para suprir as lacunas existentes, aí por dentro. Eu intrigo você, não é? Porque eu conheço bem demais o caminho que percorrem os seus pensamentos. Eu intrigo muito, você. Talvez por isso, você não tenha se libertado de mim, ainda. Eu estou absolutamente certa de que é isso. O meu coração é muito equilibrado, ele não quer mais o que causa dor, mas independente de mim, se resgate. Por favor, se resgate. Eu prezo por você. Prezo pelo seu corpo, mente e coração – sãos. Quando você diz: “Não quero que tudo o que se passou se perca no tempo. Não quero que você se perca. Sabe, você pode até se perder de mim por um tempo, mas, por favor, não se perca para sempre, sim?”. Estas palavras escritas, estão em pleno acordo, com as minhas palavras. Mas, por favor, resgate aquelas suas lágrimas - verdadeiras - de carnaval.


Com enorme carinho, sempre.

domingo, 15 de agosto de 2010

Te "desamando" devagar

Agora eu não sei mais, meu amor. Mas te amei tanto. Tão intensamente. Tão verdadeiramente. Tentei pelas maneiras que vi. Tentei todas as maneiras que vi, para te ter nos meus braços, que estiveram tão abertos, tão sempre abertos, para os seus abraços ausentes de mim. Agora eu não sei mais, meu amor. Eu te amei da forma que eu sabia; inteira, com todos os centímetros do meu corpo, com todos os “pulsares” do coração. Te amei apenas da maneira que eu podia, “por limitação humana”. Amei o amor maior que eu tinha. Amei a ti, todo o amor maior que eu tinha. Amei cada fio dos seus cabelos, as suas mãos, a sua pele, a sua voz, a sua voz... A sua boca, falando em mim. Amei também, apenas a lembrança dos seus cabelos, das suas mãos, da sua pele, da sua voz, da sua boca, falando baixinho, em mim. Amei. Amei. Amei. E amei com tanta força, que eu não sabia de onde vinha. Amei mais até, do que devia. Do que podia. Amei como amavam os nossos ancestrais. Te amei como um vício - quanto mais amava, mais sentia necessidade de tragar do meu próprio amor - por ti. Te amei desesperadamente, prematuramente, talvez. Mas te amei. E segui te amando por um tempo infinito, na minha descoberta de amar de verdade. E segui por um tempo infinito, com o meu amor incompreendido. Segui por um tempo infinito, com o meu amor imaturo, mas, seu. Todo o meu amor imaturo, era seu. Amei até me perder, e me achar de olhos fechados, vivendo o desejo que me cobria de você e da sua boca em mim. Eu desejava, de noite, a sua boca em mim. De dia também. Eu desejei por um tempo infinito. Agora eu não sei mais, meu amor. “Não quero te esquecer, mas já fiquei tão longe”. O meu amor, que era seu, de repente se liberta sem avisar, assim como chegou e se prendeu. E me prendeu. Vai ficando no caminho e apagando o desejo, o cheiro, o toque, um pouquinho a cada dia, pra me permitir te amar por mais tempo, meu amor. E agora eu vou te "desamando", equilibradamente. Com todo o equilíbrio que pode ter me faltado ao te amar. E enquanto eu te esqueço devagar, porque o meu peito descobriu uma segurança em te amar de graça, “canto; de sede dos teus lábios”, mas te "desamo" calmamente, como quem adormece, numa cantiga de ninar. Como quem adormece o amor, numa cantiga de ninar. Te esqueço calmamente, te "desamando" devagar.

A sua... Com amor.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nada

Às vezes se é filha, irmã, amiga. Às vezes se é apenas conhecida - distante. Às vezes se é próxima, confidente. Às vezes se é doce, amarga, feliz ou triste. Às vezes se é amada, amante. Às vezes, para alguém - apesar de tudo - simplesmente não se é nada.

domingo, 1 de agosto de 2010

Dentro de mim




Nada consigo dizer que não remeta a você
Nada consigo pensar que não te lembre um pouco mais
Se entro em qualquer carro, qualquer quarto tem você
No cheiro do cigarro que você diz não querer
Alguém me bate à porta e eu insisto em não abrir
Meias verdades tortas, eu não quero mais ouvir
Sufoco o pensamento, mas em qualquer vento ele vem
O vestido que me toca, depois de você não quis tocar ninguém
Clareia lá fora o dia, cores das flores de cetim
Te enxergo pelo avesso, por fora e por dentro de mim
O meu cheiro te avisa que eu não estou tão longe assim
Queria ter teu cheiro me tragando até o fim
Quanto mais o tempo passa, mais preciso te encontrar
Não importa quanto eu corra, um dia sei, vou te alcançar

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Amar

Amar só é lindo quando se é amor até a última gota. Não é lindo só por ser poético. É lindo por ser amor e por se dar inteiro.

domingo, 11 de julho de 2010

Hoje o dia é seu



O passado deu volta
E esteve aqui
Nesse dia preparado pra sorrir
No caminho sempre importa
Não se confundir
O dia passa, o tempo corre
Eu conto as horas...
Hoje o dia é seu
Rua, sol, céu e calçada
Hoje o dia é seu
Pela chuva, madrugada
Hoje o dia é seu
Do seu quarto até paris
Hoje foi tão seu
Seu presente é ser feliz
Hoje o dia é seu
Naquela rosa que eu olhava
Hoje o dia é seu
No amor que a água espelhava
Hoje o dia é seu
Pela estrada onde eu ia
Hoje foi tão seu
Em qualquer coisa que eu via

Em comemoração.

domingo, 4 de julho de 2010

Era seu



Vai esquecer, o que ainda guardo aqui
Vai dizer, que eu não insisti
Vai deixar o amor partir, de vez
Quando o amor passar
Eu vou me convencer
Que eu não pude mudar
Você vai lembrar
E vai se convencer
De quanto eu ia amar
Enquanto houver cor
Mesmo depois do fim
Enquanto houver amor em mim
Se tudo se perder
E nada adiantar
Eu vou guardar
O seu sorriso na memória
Uma memória inventada
De tudo o que não se viveu
Eu não sei o que me resta
Nem sei bem se tive nada
Mas “o que eu tinha era seu”.

Uma das últimas letras de música para um certo alguém, nesta data de "aniversário de memória", que me é o dia 4 de julho. Os seus defeitos me foram muito toleráveis, e tudo o que eu mais quis, foi conviver com todos eles, dos "florais" aos "tarja preta". Hoje já não me importo mais, você me (con)venceu a ir, com palavras torpes e desejos vazios. "Muito pra mim é tão pouco..." Estou completa, por fim, e ainda carrego comigo, tudo o que um dia já foi completamente seu, e que agora, será um pouco meu - de volta - e talvez, de outro alguém.

sábado, 12 de junho de 2010

Toque...

Vejamos como eu posso começar a te contar tantas coisas novas, sem sequer ter contado as antigas. Me parece uma tarefa um tanto quanto complicada, começar engendrando a teia da minha vida, do particular, para, aos poucos – e caso tudo corra da maneira que eu planejo – te apresentar a estrada inteira, que me trouxe até aqui. Espero, por tudo, encontrar mais e mais portas abertas e vou fazer por onde mantê-las. Geralmente, quando eu me predisponho a compartilhar alguma coisa minha; grande, importante e que mexeu, está mexendo ou irá mexer com sentimentos puros, vontades nobres e anseio de crescimento – não é à toa. Na prática, quer dizer: frequente a minha vida, porque estou te dando a cópia das chaves. O interessante disso tudo, é que não dá pra escolher as pessoas que temos vontade de entregar o segredo da fechadura, é uma questão tão aleatória quanto pegar a jujuba verde, do pacote, ganhar no “par ou ímpar” ou abrir a janela bem na hora em que está passando uma deliciosa corrente de ar, que entra limpando a alma. Muitas pessoas experimentam as chaves, poucas abrem, de fato, a porta, entram e se mantém na casa. Bom, deixando os preâmbulos para lá, mas, não posso começar a te contar as novidades, sem antes alertar do quão prolixa consigo ser... Eu acho que você até já percebeu. Tudo começou – digo, tudo de agora – quando um amigo me ouviu. Ele resolveu que ia juntar a equipe que havia trabalhado com ele, na produção de um clipe, para “levar a minha voz adiante”, caso esta mesma equipe topasse o projeto, mas desta vez, comigo. Sem que eu soubesse de nada, quando digo: nada, é em absoluto. As pessoas – algumas conhecidas minhas e muito amigas – se mantiveram em silêncio, sobre o assunto. Depois de três semanas; conseguimos nos encontrar, e ele me falou da proposta, com muito medo, pois já tinha a informação de que eu não sou a melhor pessoa para exposições, e que era provável que eu não aceitasse. Bem, eu aceitei. A primeira reunião aconteceu ontem, com pessoas muito queridas, que acreditam e estão extremamente dispostas a ajudar. O mote, foi definir questões burocráticas; de registro, por exemplo. A parte difícil; decidir os instrumentos que não entrarão nas gravações, já que surgiram muitas opções e muitos nomes, também. Primeira música: “melodias pelo chão”. Temos nomes, ideias, pessoas, saúde, anseios, tempo, somos jovens. Agradeço por tudo isso, sempre. Talvez eu tenha sido bem superficial, na parte que mais te interessava. Acho que fui. Talvez você nem tenha entendido muita coisa, mas assim que eu te encontrar pessoalmente, prometo que falo de cada instrumento, e do seu respectivo dono, prometo que falo de cada passo dado, e dos seus respectivos colaboradores, prometo que conto tudo melhor, e até te deixo fazer parte, se você o quiser. Abra a porta, entre na casa e toque a melodia.

Para P. H.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ponteiro contrário (Um presente musicado)

Espero o tempo e o espaço
Se eu quero, não quero, momento
Me calo, enquanto deveria responder
Silêncio, tormento do tempo
Verdade, eu já te vi cruzar a minha rua
Ponteiro, metade da lua
Inteiro quem sabe aquela esquina é a sua
Ponteiro contrário, cultua
Passagem, miragem, tão nua
Ponteiro contrário, cultua.

Para alguém bem diferente de mim, com carinho.

domingo, 23 de maio de 2010

"O tempo cura"

E assim, como quem cometeu um delito muito grave, tudo foi sendo calado. Primeiro calou os meus olhos, abraços, sorrisos. E a cada dia, mais silêncio me era imposto. Até que me privou das palavras faladas, justificando que “o tempo cura”. Por fim, me tirou a liberdade das frases escritas. Cá estou muda, inclusive na queixa. Mas vai... O vazio se vai e se esvai, e quando menos se espera: “o tempo cura”. O meu delito podia ser tanta coisa, “tinha de ser justo amor, meu Deus?”.

Para alguém distante, com amor.

O silêncio da minha paz. Vídeo.

video


Mais tarde é tudo igual
Me visto na falta de você
Tem dias que sorrindo
Escondo o quanto ouvi
O silêncio do meu quarto
Percebo quanto tempo me prendi
Ando pela casa, de madrugada
Sei que não me permiti
Mas nós somos iguais
Não olha pra trás
Que eu sinto o tamanho da falta
Que você me faz
Não posso mais pensar em ouvir
A sua voz
Quebra o silêncio da minha paz
O silêncio da minha paz
Aperta o meu peito
Não imaginei um jeito
De te ter pra sempre aqui
Coração na mão
Sem ter você por perto
Não sei o que é certo não consigo ouvir
O silêncio da minha paz...

sábado, 22 de maio de 2010

Do vinho à água

Perdoe-me, meu bem! Hoje não foi o meu melhor dia, se é que você me entende... Eu não estava mais na frente da tela - não estava na sala, não estava na cama grande de casal, que um dia jurei dividir, não estava nem no quarto - na hora que você me chamou. Estava com os celulares mudos, estava com as vontades mudas, os sonhos, os planos, os abraços, beijos – mudos. Eu não estava em mim. Desculpe, mesmo, mas hoje, precisava ficar um pouco só, para pôr as coisas aqui por dentro, no lugar. Tenho minhas dúvidas, se na vida, ainda consigo achar uma região equidistante, entre a apatia e a efusividade, para contemplar a paz que tentei te oferecer, enquanto tudo foram flores. Receio que seus nãos me fizeram assim. Pelo menos, espero em algum momento, aprender a lidar com a falta do meio-termo, principalmente, por que quando transbordo, sou você sem mim. Por mais que eu tente controlar, a taça sempre está absolutamente cheia, e me escorrendo pelas bordas. Sabe o que é mais curioso? É que sem querer eu criei uma lente, que me distorce completamente, quando você me enxerga. Mas só você. Eu agora entendo que sou três: uma minha, uma sua e uma do mundo, e o meu maior desejo era romper com todas as distorções que o seu olhar me causa. Ou será que sou eu que me infantilizo na sua presença, e me apresento como uma criança mimada que não sabe esperar a hora do presente, do sono, da sobremesa? Mas é culpa sua, e eu já te disse, lembra? Outro alguém assim não há de haver, por isso, “só” serei essas três. Não terá quarta, ou quinta. Pelos meus olhos; "etílica", paciente, serena e doce; pelos olhos do mundo, e pelos seus; insana declarada, com litros de palavras, felicidade, atenção e amor, retidos nas entranhas, circulando nas veias. Tudo bem trancado e proibido de você. O que sinto me apressa e me torna insensata com as esperas, não consegui ter sequer a "calma" das filas de banco, para tentar alcançar o seu tempo. A saudade enche a taça, que esborra, de novo. Mas, o tempo faz evaporar e precipitar. O que foi vinho, um dia volta às suas origens, e torna-se água: insípida, incolor e inodora, diferente do líquido que hoje rega a minha taça. Eu acabo esquecendo, que você não se arrisca ao líquido alcoólico, proveniente das videiras... Eu acabo esquecendo que a sua pressa é a minha calma, e a minha calma é a sua pressa. Os nossos ponteiros giram em sentidos contrários, num descompasso sem fim. A sua ida é a minha volta, "meu tempo é quando"?

Para alguém bem distante, com amor.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sinestesia

Dezenas de frases escritas, centenas de palavras. O tempo corrói, quando a distância é desmedida. Músicas narrando hora arrastada, minuto longe, segundo perto. Há momentos em que as palavras exteriorizadas são tão vagas, quanto achar que o “para sempre”, é sempre eterno. Querer o eterno do efêmero é o mesmo que desejar, do evolutivo e progressivo; o estático. Eterna é a saudade que às vezes dói, noutras é sinestesicamente; doce. Anestesicamente. E o que é mais doce do que escutar uma música, e perceber que naquele instante, se reviveu cenas dignas de um novo giro? Quando os aromas ativam as lembranças, e a saudade intensifica os sentidos, descobre-se que compartilhar o viver é importante, independente do que diz quem compartilhou com você. Independente de esse alguém dizer alguma coisa. Compartilhar é importante. É importante para quem deu o seu melhor, sem cobrar nada muito além de um “dividir sincero”, isento de obscuridades e fugacidades. É importante para quem se deu - o diálogo com a sua própria consciência livre. Não importa quanto dure o “para sempre”, que ininterruptamente tem seu fim, por mais contraditório que possa parecer. É como o carnaval, a diferença é que não sabemos a hora exata da quarta-feira de cinzas. Quem será que inventou o sentido do sempre, se ele é tão intangível, de fato? A vida, dia após dia, mostra que não importa que ao final, a sua passagem torne-se desimportante, ela sempre será memorável para alguns, apesar daqueles que “simplesmente não se importam” tanto. Talvez em algum momento, se chegue à consciente conclusão, de que essa importância é muito mais relevante a quem se deu do que a quem foi o alvo. “Quem não tem para quem se dar, o dia é igual a noite”. Talvez, ainda se consiga perceber, que viver pela expectativa de reconhecimento, seja de quem for, e qualquer que seja a situação, é o mesmo que relevar a importância dos próprios sentidos de viver. Seria como anular o valor, de tudo que quente, ainda pulsa.

Para alguém diferente de mim, e apesar de tudo... Com carinho.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Qualquer razão, qualquer toada

Quando os sorrisos contaram mais do que as lágrimas, e cada gota fez-se alento em mim, meu inquieto semblante se abriu. Cada gota passada, serviu para soprar a toada - que hoje se faz bela, nos meus mais profundos mistérios guardados - ainda que só toque baixinho. O jeito é romper o surdo silêncio das preces cansadas, decoradas e quase ausentes de valor, rasgar os mares das águas passadas, sorrir em oração sem métrica ou rima, se assim, os sons se gostarem. A minha regra me encanta e canta cada instante do dia, pela falta de regras. Não podo pudores, palavras, desgostos, saudades. Não anulo desejos, nem apago o passado, são passos na estrada, para cada sorriso meu. Sou livre e canto. Canto quem foi importante, canto quem já é, ou quem, para sempre me será. E que perdure o significante, e o significado que acho. Sem regras, sorrisos me cantam, e encantam por poderem voar. Estou livre, e liberto por qualquer razão, sou livre, e eternizo por qualquer toada.